'Atlas da doença de Alzheimer' revela panorama da doença no Brasil e aponta para urgência no diagnóstico e cuidado
Com até 80% dos casos não diagnosticados [i] , nova Política Nacional de Cuidado Integral enfrenta desafios estruturais para transformar a jornada do paciente.
São Paulo 10 de junho de 2026 – Um novo e detalhado panorama da doença de Alzheimer (DA) no Brasil, apresentado no ‘Atlas da doença de Alzheimer’ da Associação Internacional de Alzheimer, revela um cenário crítico marcado por um elevado subdiagnóstico no país. A pesquisa contou com o apoio da Lilly, como parte de seu compromisso global em mapear os desafios da doença e apoiar o avanço do conhecimento científico.
O Atlas aponta que até 80% dos casos de demência no Brasil permanecem sem diagnóstico. Essa imensa lacuna coloca o país em uma posição particularmente vulnerável no cenário latino-americano. Enquanto a taxa de prevalência da doença no Brasil (829 casos por 100 mil habitantes) já representa um desafio de grande escala, sendo superior à do México (650) e próxima à da Argentina (925) – os países com os PIBs mais altos da América Latina - é no silêncio do subdiagnóstico que reside o desafio mais crítico para a sociedade brasileira. Essa jornada silenciosa frequentemente começa na atenção primária, onde, segundo o Atlas, em 40% das consultas iniciais, sinais de alerta cruciais como perda de memória, dificuldade para encontrar palavras, mudanças sutis de humor e comportamento, são minimizados como parte do “envelhecimento normal”. Esse gargalo na porta de entrada do sistema de saúde faz com que menos de 30% dos casos suspeitos sejam encaminhados a especialistas, retardando o diagnóstico por anos e aumentando o impacto da doença sobre as famílias.1
Com a recém-instituída Política Nacional de Cuidado Integral às Pessoas com doença de Alzheimer e Outras Demências (junho de 2024), uma iniciativa projetada para construir um sistema integrado de cuidados, o Brasil agora tem um roteiro detalhado dos desafios a serem superados. O documento destaca a urgência de transformar essa política em ações práticas que garantam um cuidado mais digno para milhões de brasileiros.
"Estamos diante de um momento transformador para a doença de Alzheimer no Brasil. O ‘Atlas da doença de Alzheimer’ nos entrega o mapa dos desafios com uma clareza sem precedentes. Na Lilly, acreditamos que o progresso só é real quando é compartilhado. É por isso que nosso compromisso global é fomentar um ecossistema de conhecimento, onde iniciativas como o Atlas são pilares essenciais. Agora, nossa missão é conectar esses pontos: traduzir dados em dignidade e política pública em qualidade de vida. Como parceiros do sistema de saúde, dos profissionais e das associações de pacientes, estaremos na vanguarda para garantir que a jornada de cada brasileiro comece não com o silêncio da incerteza, mas com a certeza de um diagnóstico preciso no momento certo", afirma Luiz André Magno, Diretor Médico Sênior da Lilly do Brasil.
A jornada diagnóstica do paciente também revela um dos maiores gargalos para um cuidado ágil: o tempo de espera por exames. Conforme aponta o Atlas, pacientes podem esperar meses ou até anos por exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética. Adicionalmente, o acesso a tecnologias diagnósticas avançadas, como PET-amiloide e biomarcadores no líquor (LCR), ainda é restrito — e os biomarcadores plasmáticos, embora promissores, seguem em fase de avaliação para aprovação. Sua plena incorporação nos sistemas público e privado é um próximo passo fundamental para modernizar a linha de cuidado no Brasil.
O relatório também reforça o imenso impacto sobre as famílias, que arcam com 73% dos custos totais da demência, com cuidadores informais dedicando até 10 horas diárias ao cuidado1. Essa sobrecarga, muitas vezes vista como inevitável, destaca a urgência de uma mudança de foco: da reação à doença para a promoção ativa da saúde do cérebro. A ciência mostra que a saúde cerebral não é um tabu, mas uma parte integral do nosso bem-estar, influenciada por até 14 fatores de risco modificáveis, como controle da hipertensão, atividade física, estímulo social e educação[i]. Nesse contexto, um diagnóstico no momento certo deixa de ser um ponto final e se transforma em uma poderosa ferramenta de planejamento. Ele capacita as famílias a gerenciar a jornada de forma proativa, adotar estratégias que podem ajudar a planejar o futuro e, acima de tudo, preservar a qualidade de vida e a conexão humana por mais tempo.
"Além de desenvolver tratamentos inovadores, nosso compromisso é garantir que a ciência se transforme em cuidado integral. Portanto, colaboramos para a construção de um ecossistema que receba e entregue essa inovação de forma equitativa. Isso significa combater o estigma com educação, trabalhar em soluções terapêuticas e ampliar o acesso a diagnósticos modernos e precisos", conclui Magno. "Essa é a nossa missão: um compromisso que vai além do medicamento, abraçando toda a jornada do paciente e de suas famílias.”
Sobre a Eli Lilly do Brasil
A Lilly é uma empresa de medicina que transforma a ciência em cura para melhorar a vida das pessoas em todo o mundo. Há 150 anos, somos pioneiros em descobertas que mudam vidas e, hoje, nossos medicamentos ajudam dezenas de milhões de pessoas em todo o planeta. Potencializando o poder da biotecnologia, química e medicina genética, seguimos avançando em novas descobertas para resolver alguns dos desafios de saúde mais importantes do mundo: redefinir o tratamento do diabetes; tratar a obesidade e reduzir seus efeitos expressivos de longo prazo; avançar contra a doença de Alzheimer; oferecer soluções para alguns dos distúrbios mais debilitantes do sistema imunológico; e transformar os cânceres de tratamento mais difíceis em doenças controláveis. A cada passo em direção a um mundo mais saudável, somos motivados por uma coisa: melhorar a vida de milhões de pessoas, com saúde acima de tudo. Isso inclui a realização de estudos clínicos inovadores que reflitam a diversidade do nosso mundo e trabalhar para garantir que nossos medicamentos sejam mais acessíveis aos pacientes. Para saber mais, acesse o site da Lilly do Brasil, e nossas redes sociais: Instagram, Facebook, LinkedIn e Youtube.
CMAT-32824 – Junho de 2026
Informações para a imprensa
Ideal Axicom | lilly@ideal-axicom. com
Referências:
[1] Alzheimer’s Disease Atlas. Brazil. Disponível em: https://ad-atlas.org/country/brazil/. Acesso em: 11 maio 2026.
[1] BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Departamento de Gestão do Cuidado Integral. Relatório nacional sobre a demência: epidemiologia, (re)conhecimento e projeções futuras. Brasília: Ministério da Saúde, 2024. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/relatorio_nacional_demencia_brasil.pdf. Acesso em: 19 maio 2026.